segunda-feira, 14 de março de 2011

"Um momento são todos os momentos. Um lugar são todos os lugares"



Quanto tempo nao mechia aqui, nem mais lembrava que tinha um blog!
Quanto tempo se passou e quanta coisa aconteceu.

Eu fiz uma escolha! 
Nao porque todos fizeram, nao por estar sozinha. Houve grandes amigos rindo.
Mas isso nao me entristece, de forma alguma.

Eu fiz uma escolha, pulei pelas fases e outras mais.
As fases da aparencia, a fase do querer apenas coisas que remetem ao mar pra dizer que é da paz, que é gente boa, do querer ter o namorado surfista e N outras coisas... 
Posso dizer que se nao há paz dentro de sua casa, nao há em qqr outro lugar em que voce esteja.
 Aparências sao vazias, nao constituem base, nao edificam nada.

Eu abandonei os cinco sentidos, e quando fiz isso, algo extremamente bom surgiu diante de mim. Eu sou completa. Se assim nao os pareço, são seus olhos de aparências que nao conseguem ver-me assim.

 Sim, fiz uma escolha, Ainda bem.

sábado, 1 de maio de 2010

Aperfeiçoando a Paciência




Nem todos os praticantes budistas dedicados são monges em mosteiros. Há uma grande tradição de yogis tibetanos que vivem como eremitas, meditando e orando solitários. Outros erram livres e desapegados, anacoretas sem status social ou posses, aparentando serem meros mendigos ou vagabundos, mas na verdade estando mais próximos dos místicos loucos sagrados dos tempos ancestrais (os siddhas da Índia).
Patrul Rinpoche era conhecido pelo seu rude estilo de vida, comportamento iconoclástico e aparência despretensiosa, bem como por sua imensa erudição e realização espiritual. Profundamente preocupado em manter os praticantes focados na essência da espiritualidade em contraponto as meras convenções formais, ele nunca hesitou em denunciar a pretensão e a hipocrisia.

Há um século atrás, o iluminado vagabundo Patrul Rinpoche estava divagando como um mendicante anônimo quando ficou sabendo de um famoso eremita que vivia a muito tempo em reclusão. Patrul foi visitá-lo, entrando na escura caverna do monge sem ser convidado e espiando por todos os lados com um sorriso irônico em seu rosto castigado.
"Quem és?" perguntou o eremita. "De onde viestes, para onde vais?"
"Venho da direção atrás das minhas costas e vou na direção que está a minha frente," respondeu Patrul.
O eremita ficou perplexo. "Onde nascestes?"
"Na terra," foi a resposta.
O eremita ficou um pouco agitado. "Como é teu nome?" ele exigiu.
"Yogi Além da Ação," respondeu o convidado inesperado.
Então Patrul Rinpoche inocentemente perguntou porque o eremita vivia em um lugar tão remoto. Era uma questão que o eremita, com algum orgulho, estava preparado para responder:
"Estou aqui há vinte anos. Tenho meditando na Perfeição da Paciência Transcendental."
"Essa é boa!" disse o visitante anônimo. Então, chegando mais perto, como se para dizer um segredo, Patrul sussurrou, "Duas fraudes como nós nunca conseguiram fazer uma coisa dessas!"
O irado eremita levantou rápido de seu assento. "Quem tu pensas que és, perturbando meu retiro assim? Que te fez vir aqui? Porque não podias deixar um humilde praticante como eu meditando em paz?!" ele explodiu.
"E agora, amigo," disse calmamente Patrul, "onde está sua perfeita paciência"?

sábado, 20 de março de 2010

Hanninha, Hannona :)

 
   Sinto-me agora, com vontade de explodir em emoção. Cai uma sutil lágrima. Dizem que os que foram aparentemente derrotados têm mais chance de alcançar o triunfo,pois se empenham com toda a alma naquilo que estão fazendo. As vezes pra vencer finalmente, as vezes apenas pra esquecer a queda. Não sei onde me encaixo, sei que um dia desses cai.
     Muito fácil aos nao envolvidos no problema dizer que ao cair deve-se levantar. Como foi dificil levantar... uma corrente de mau humor parecia sempre me rondar. Bem, nada garente que ela nao irá voltar, mas agora, eu sei:estou perplexa com as coisas que sempre soube, mas que nunca notei verdadeiramente.
    Sentei-me no jardim ao entardecer. O Sol se pondo fazendo cores quentes no céu... Algumas nuvens espalhadas pelo vento e o próprio, balançando os cabelos. Alguns pássaros voam para seus ninhos, os grilos voltam a cantar, barulhos que me agradam.
    Quando deitei na grama senti uma energia maior, o céu por cima de mim me dizia que sim, faço parte dessa sincronia toda! Minuto a minuto me sentia com uma leve alegria a mais, mas algo na grama fez espetar minha mao. Engraçado um monte de carne e ossos ter tanta sensibilidade nos dedos... e sentir dor, assim como sente tantas outras coisas. É eu sei... são as células nervosas. Mas engraçado mesmo as celulas nervosas sentirem tudo, e meus olhos verem tantas cores e se emocionarem com elas. Engraçado mesmo o coração bater mais forte por sabe-se lá qual motivo. O mais engraçado é nao parar pra perceber quão engraçado é isso, o quanto cada corpo trabalha sozinho em silencio pra pensar, respirar, digerir. É quase uma
obra arquitetônica de maior beleza, funcionalidade e sustentabilidade incomuns, e ainda tem a parte de automação perfeita. Hahahaah... se a minha propria mente fez-me desenvolver assim, com tanta destreza, essa minha mente é boa mesmo.
    As vezes fico pensando nisso... nas funções naturais do corpo humano, principalmente a de regeneração. Acho que nesse instante regenerei toda a minha alma e sinto uma força boa. Analisando certas coisas conclui que a mente é energia móvel, que esta constantemente trabalhando...consciente ou inconscientemente. Acho que quem nao se dá conta disso, acaba se afundando nas tristezas do dia-a-dia como eu estava ha minutos atras. Tristezas essas que nao se criam sozinhas, a propria mente traça. Uma verdadeira faca de dois gumes, ou o que chamam de livre arbítrio, que seja.. prefiro faca de dois gumes.
    Depois que a alegria voltou aos poucos, hanna apareceu (minha dogzinha), cheia de lambidas pra cima de mim, oin. Que querida! hihihihi Isso me comprovou o famoso proverbio chinês que diz: O beija-flor beija a face de quem está sorrindo.
    Hanna é uma linda, a mais linda dos labradores fêmea hahaha. Realmente, existe amor em tudo ;)